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Você deve conhecer a história da competição dos sapinhos. Vamos recordá-la?
Era uma vez um grupo de sapinhos que estava organizando uma competição. O objetivo era alcançar o topo de uma torre muito alta. Uma multidão se juntou em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores. A corrida começou. Sinceramente, ninguém naquela multidão toda realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre. Eles diziam coisas como: "Oh, é difícil demais! Eles nunca vão chegar ao topo." Ou: "Eles não têm nenhuma chance de serem bem sucedidos. A torre é muito alta!"
Os sapinhos começaram a cair um por um... Só alguns poucos continuaram a subir mais e mais alto.
A multidão continuava a gritar: "É muito difícil! Ninguém vai conseguir" Outros sapinhos se cansaram e desistiram. Mas um sapinho continuou a subir, e a subir... Este não desistiu, tampouco desanimou, apesar dos obstáculos perante a fragilidade do seu corpo. No final, todos tinham desistido de subir a torre, com exceção do sapinho que depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo.
Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele havia conseguido tal proeza. Um dos sapinhos perguntou ao campeão donde ele tinha tirado forças para atingir o objetivo? Nenhuma resposta. O silêncio soou estranho naquele momento de euforia.
E então repetiu a pergunta. Novamente o silêncio... Repentinamente, abrindo espaço dentre os demais, um simpático sapo abraçou o sapinho pelo feito e disse: -“Desculpem meu filho. Ele não pôde escutar vocês quando gritavam que não iriam conseguir chegar ao topo... e tampouco ouviu a pergunta que lhe fizeram quando desceu. Ele é surdo de nascença. Mas é um sapinho muito decidido. E essa força de vontade ainda vai levá-lo para uma lagoa bem maior que esta em que moramos.
A lição é que devemos ser surdos para a crítica e para a opinião popular. Nossas virtudes acabam tornando-se nossos inimigos mais abjetos. Escutar é bom, porém saber ouvir é melhor. Saber filtrar o que se escuta, para a partir daí decidir o que vai ouvir, acatar, aceitar. É difícil impedir que nossos ouvidos escutem, mas é mais difícil ainda decidirmos o que ouvimos.
Foi exatamente isso que o nosso Recordista enfrentou no deserto. Guiado pelo Espírito Santo, por quarenta dias e noites permaneceu sob as condições assoladoras do deserto. Durante o dia sol escaldante, de noite o frio arrepiante. Por fora perigo e solidão, por dentro fome e angústia. Para coroar sua prova, e este era o objetivo, no último dia vem o maligno falar-lhe, e é claro, não vem trazendo coisa boa.
Jesus foi obrigado a escutá-lo, era uma das barreiras que teria que enfrentar na prova, mas não era obrigado a ouvir. Este foi seu triunfo. Sugestões foram lançadas, idéias foram confabuladas, desejos foram alvejados, mas nada, nada pôde demovê-lo de sua arrancada rumo ao topo. Topo esse que só ele atingiu. Ele era incrivelmente surdo para o que não queria ouvir. Só lhe interessava o primeiro lugar e nada mais. Sua surdez intencional lhe proporcional a vitória final.
De sorte que, se queremos chegar próximo à sua marca, cabe-nos tapar nossos ouvidos para os gritos das multidões que ao sopé dessa torre nos gritam constantemente: “É muito difícil, você não vai conseguir”. “Ele só conseguiu porque era o Filho de Deus”. Nada pode estar tão distante da verdade. Mesmo porque, nós também nos tornamos filhos de Deus no momento em que cremos em Jesus. Sua Palavra em João 1.12 diz que a todos que crêem em Jesus, Deus dá-lhes o poder de serem feitos Seus filhos. Assim, temos o mesmo poder. O que precisamos não é de mais poder, mas sim de mais fé de que Nele somos mais do que vencedores.
Jesus não apenas nos treina, como refletimos na mensagem passada. Ele também nos capacita para chegarmos aos lugares altos. Embora seu recorde seja imbatível, temos o privilégio de entre os homens bater novos recordes a cada dia. Nossa competição não é de uma vida toda, mas de apenas um dia. Foi Ele mesmo quem disse: “... basta a cada dia o seu mal.” Você só tem que vencer um dia. Que tal marcar um novo recorde hoje? Que tal se superar? Que tal fechar os ouvidos para o que a carne, o diabo e o mundo dizem e crer que hoje é seu dia de vencer? Deus te abençoe nessa corrida. Você nasceu para vencer. Se não fosse assim Deus não teria te criado, porque quando Ele acabou de te criar olhou para você e disse: “é muito bom o que acabei de fazer.” (Gn 1.31) É isso o que Deus pensa de você, não importa o que dizem os que estão lá embaixo no pé da torre.
Pr Gelson A. de Assis
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